Novos Ministros, novos Secretários de Estado: tudo
homens...amigos dos homens que já lá estão, que só convidam homens porque só
têm amigos homens e como só se vai para o Governo quando se é amigo de alguém,
forçosamente há que ser homem para entrar nesse circulo. Eu não tenho nada
contra os homens, rigorosamente nada. O vicio, aqui, é a questão da amizade. E
enquanto for a amizade o fator que faz com que se chegue à primeira linha da
politica, os que lá estão chamam os amigos. E como os amigos que têm são
homens...são eles que ocupam todas as linhas da frente. E como são eles que
ocupam todas as linhas da frente e as segundas linhas...a escolha recai sempre
sobre um homem. Se a politica fosse feita com profissionalismo e sem necessidade
de haver este vinculo exacerbado de confiança pessoal...talvez as mulheres
tivessem hipoteses. Mas não. A politica hoje, em Portugal, exige que exista
esse vinculo de lealdade que só a amizade ou a dependencia absoluta podem
oferecer. Porque existe muita mentira, porque se protegem interesses, porque se
omitem factos, porque se manipula a verdade. Um profissional isento não aceita
isso. Um profissional honesto não aceita isso. E, portanto, há que rodear-se de
fidelidade ou de dependência. Não estou a dizer que uma mulher seja melhor do
que um homem. Estou simplesmente a dizer que a exigencia desses vinculos de
fidelidade e dependencia fazem com a escolha recaia sobre os mais proximos. E
como entre os mais proximos dos que lá estão só há homens...são eles que são
escolhidos. Eu não quero mais mulheres na Politica. Quero que a Politica se
faça sem recurso a amizades. E se assim fosse, certamente haveria mais mulheres
no Poder. Não tenho dúvidas. Há que saber ler a realidade por trás das
estatisticas. E usar os argumentos válidos. Não é "MAIS MULHERES AO
PODER", é "MAIS PROFISSIONALISMO NA POLITICA". E isso faria com
que houvesse mais mulheres na politica e a chegar ao poder.
E por isso vou a correr escrever. Para que as ideias escorram depressa para o papel e dêem espaço às novas que se apressam a tomar forma. Escrever é forrar as paredes interiores de ideias arrumadas.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
À medida que o tempo vai passando há palavras que deixam de ser usadas para passarem a formar parte dos afetos silenciosos, pensados, sentidos e que cobrem as coisas que nos rodeiam de saudade. Nesta casa que agora é minha e onde eu durante... tantos anos articulei a palavra "mãe" e me senti "filha" é onde o silêncio da ausência pesa mais. Há ainda muitos gestos, muitas rotinas, muitos impulsos, muitas ideias, muitas conversas, muitas perguntas e comentários que são lógicos a cada virar da esquina, a cada momento do dia mas que morrem antes de serem som. E não é que essas rotinas fossem fáceis, pelo contrário, mas os conflitos, recorrentes, eram de estimação e inerentes à estimação. Hoje ainda custa ser só mãe onde, por ser onde estava a minha mãe, também aprendi a ser mãe mas onde fui, acima de tudo, a filha que deixei de ser. Há dias e dias e silêncios que custam mais do que outros. Enfim. É assim, a vida.
domingo, 7 de julho de 2013
Na parede do meu jardim nasceram dois maracujás. O que prova que se todos tivéssemos 3metros quadrados de jardim em casa, até podíamos ser autosuficientes nalguns produtos frescos. Podiam até ser criadas empresas especializadas no cuidado desses pequenos jardins ou hortas caseiras. Empresas certificadoras da qualidade. Predios maiores poderiam transformar os patios em jardins e as crianças, ao chegar a casa podiam ter uma aula de agricutura. Alhuns professores ou eng agronomo...s ou tecnicos agricolas reformados poderiam dar aulas, ensinar, numa nova abordagem à sua profissão. Nada impede que paralelamente à globalização va nascendo um outro movimento que va aprofundando o universo da localização, ou seja, tirar partido do que temos, dar-lhe outro/mais valor e com isso criar lačos interativos entre pessoas que vivem perto umas das outras. Reinventar-se, reinventarmo-nos! Voar com um maracujá que nasceu pendurado mesmo em cima da janela é mais do que ter um simples maracujá nascido debruçado sobre a minha janela (e também sobre os jacarandás adolescentes). Voando em cima do jardim de "ás", como Jack Nicholson em cima do "ninho de cucus". Como dizia ontem, so o capital humano faz estas proezas de voar onde não é possível voar, à partida. A Bolsa de Nova Iorque a duras penas sobe e se algum movimento mais brusco e inesperado faz, é quando desce abruptamente, gerando o caos e o pânico no mundo inteiro! Ora, se eu agora adquirisse o conhecimento e trabalhasse esforçadamente, do meu vôo maracuja iano podia até criar riqueza. Entre o stress novaiorquino e a duvida lisboeta, eu invisto nesta duvida lisboeta que nasce da descoberta de um maracujá atrevido e endiabrado que para vir ao mundo escolheu um lugarzinho ao sol, entre as folhagens que decoram a moldura da janela da minha varanda sobre o Largo Hintze Ribeiro, numa manhã de domingo de sol, calor, luz e cor! Depois disto tudo, não me atrevo sequer a pensar mais em comê-lo à sobremesa! See More
A vida é tão fascinante, tão apaixonante, tão empolgante, tão tão recompensadora, em cada instante, em cada uma das coisas que vivemos, que mesmo quando os olhos se nos enchem de lágrimas porque alguma dor as traz com ela, no fundo de nós é sempre possível sentir gratidão pelo imenso privilegio que é podermos ter uma vida, que nos pertence, que podemos levar por onde quisermos, imprimir-lhe o que somos, adorná-la com o que nos faz feliz, lançar nela as sementes que nos perpetuarão e partilhá-la com quem mais amamos. A história da nossa vida. O livro da nossa existência. O privilégio de ser o autor.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
PELO CONSENSO, MARCHAR, MARCHAR!
Neste país faz
falta uma catarse, uma revolução, um terramoto. E é do máximo interesse
nacional que essa revolução tenha lugar quanto antes. Uma revolução serena,
refletida e organizada. Sem carros de combate, manifestações multitudinárias ou
maquinações de bastidores. Estão, neste momento, criadas as condições para que
seja construída, neste país, uma alternativa política séria aos partidos que
hoje exercem o poder ou lhes são alternativos. Felizmente vivemos num sistema
democrático e essa possibilidade existe e pode ser organizada sem que seja
perseguida físicamente. Não há, portanto, nenhuma desculpa, por esse lado, para
que não seja criada. Olhamos à volta, seguimos atentamente a vida política
nacional e deparamos com pessoas, forças políticas, Instituições que deixaram de
ter o crédito e a adesão popular necessárias ao exercício do poder, à
construção dos consensos políticos e sociais necessários ao desenvolvimento das
reformas de fundo que todos sabemos que são as únicas que permitirão assegurar
a nossa independência, como país. A realidade, escondida demagógicamente pelos
que exercem o poder, é no entanto, tão avassaladora que está aos olhos de
todos: este país já está no abismo. As poucas condições que existiam há dois
anos atrás, no momento em que nos foi dada a oportunidade para assegurar essas
condições mínimas, foram desbaratadas pela classe política, pelas elites
económicas, pelos dirigentes sociais e pela Comunicação social. Hoje somos um
país irremediavelmente individado, empobrecido, enfraquecido, desmoralizado, manietado,
sem margem para agir, sem margem para avançar, sem modelo económico, com um
modelo social falido, um sistema educativo que não oferece saídas, uma
democracia refém dos interesses, uma Instituições desacreditas, um nivel de
expectativas insustentáveis, inteiramente nas mãos de credores, fartos de
alimentar um país sem rei nem roque, injusto, profundamente injusto!
A decisão do
Presidente, infelizmente, vem tarde e não vai ter efeitos nenhuns porque apela
a "agentes" (como ele próprio lhes chama) que não reúnem as condições
(nenhuma) necessárias para conseguir o consenso necessário para inverter essa
queda, para oferecer saída ao país que eles souberam e quiseram construir. Que
ninguém se iluda, porque não presta assim qualquer bom serviço ao país. Pesam
nas ações, nas consciências e nas motivações de todos os que hoje seriam
necessários para construir esse consenso, o peso brutal da inidoneidade para
promover esse consenso, para dar as garantias necessárias, para desenvolver as
soluções indispensáveis: não possuem a legitimidade - que vai mais além da
legitimidade democrática - para aparecem diante de todos nós e avançarem com
propostas destinadas a promover esse consenso, para levar a cabo as
transformações radicais de que este país carece. Se o fizerem, que resposta
poderão dar à pergunta, que todos temos preparada e que é a seguinte:
"Podendo, porque razão não o fizeram antes?" E sabendo, como todos
sabemos, que não o fizeram porque não quiseram, aceitando-o, tornamo-nos
irremediávelmente cúmplices de uma situação que não nos tirará do abismo. Eu
não quero sufragar estas propostas.
Não podemos ser
cúmplices e pactuar de novo e sempre e sempre alimentando o nosso próprio
círculo vicioso. A única opção que temos é organizar essa alternativa imediatamente.
É juntar as pessoas que têm a competência necessária para gerir os assuntos do
Estado, tenham um mínimo de experiência e possuam a vocação para o fazer. E
avançar com uma alternativa política, que se chama um partido político, que
ofereça aos portugueses as soluções e o compromisso para levar a cabo essas
soluções. É uma revolução serena, refletida e transparente. Sem o tal
"reconhecido prestígio", é certo, mas em boa verdade, esse
"reconhecido prestígio" tem sido o que até hoje tem impedido que as pessoas
válidas deste país não tenham conseguido chegar onde os Portugueses podem
apreciar o que valem. Como fazê-lo, se para o fazer, é necessário pactuar com
os que agora vemos que conduziram o país ao abismo? Não será essa falta de
"reconhecido prestigio" a condição sine qua non para formar parte da
alternativa? Eu penso que sim. Eu penso que o "reconhecido prestígio"
desta alternativa que proponho está em não possuir qualquer "reconhecido
prestígio" à luz dos que hoje o ditam, o atribuem, o concedem. Se eu e
muitos como eu tivéssemos esse "reconhecido prestígio", porque razão
não teríamos sido capazes de participar na condução do país? Eu não tenho e não
quero ter esse tal "reconhecido prestígio" porque caso contrário não
poderia, em consciência, vir aqui e afirmar "todo o alto que esta página
de facebook me permite" que é preciso, que temos que, que estou
disponível, que quero, que somos capazes que temos que promover uma alternativa
política às existentes, quanto antes, de forma imediata, sob a forma de um novo
partido político e que estou disposta, com a energia que tenho, a organizá-la,
a promovê-la, a transformá-la na alternativa capaz de arrancar os Portugueses à
letargia, à inércia, ao descrédito, à desilusão, ao abandono em que estão e
fazê.los marchar, marchar, por um novo país. Quem considerar que pode colaborar
comigo, que me diga aqui porque há trabalho para todos sempre e quando
partilhem desta vontade de organizar a revolução serena, refletida, consensual
e eficaz que precisamos. Até Junho de 2014, porque nessa data, queiramos ou o
momento de olharmos para a VERDADE, será incontornável. Até nisto, a
oportunidade se apresenta. Até Junho vão quase 11 meses. Tempo mais do que
suficiente para organizar uma alternativa. Quem quiser, já sabe. É só bater à
porta. Eu já estou a bater às portas de todos os que lêem o que escrevo. Mas
que ninguém fique à espera que se lhe bata à porta duas vezes. O carteiro, como
no filme, só bate uma única vez!
sábado, 16 de março de 2013
Só por ti, Jesus
Só encontro paz e sossego nos braços de Jesus, nesse abraço de compreensão, carinho, bondade e compaixão que ele me oferece quando me sinto perdida e nada nem ninguém me podem valer. Sendo um monólogo, não é, porém, um monólogo qualquer porque nem nós próprios temos a compaixão e a bondade que é preciso para sermos sinceros e tocarmos no fundo das nossas fraquezas, das nossas contradições, dos nosso erros, defeitos, maldades e egoismos. Nos seus braços, esse negro que ensombrece a nossa alma dissolve-se, desaparece, sentimo-nos compreendidos, perdoados, amados na nossa pequenez e imperfeição. E esse amor que compreende e embala é infinito, trascendente, inesquecível. Ante tanta bondade, é simples pedir perdão. Perdoai-me, Senhor, e dizê-lo é fácil porque é esse o ponto de partida da conversa, é aí que nos coloca a bondade e a compaixão de Cristo, não apenas na identificação do erro, da falha, da miséria mas antes na vontade de melhorar, de ultrapassar, de não sermos tudo aquilo que nos leva a Ele, sermos pedoados. Ante esse amor, no pedir perdão existe, talvez não arrependimento, mas sim humildade. Sou assim, meu Jesus, sei que só o teu amor me ensinará a não sê-lo, seguindo o teu exemplo. Só tu para mim és exemplo, porque só o teu perdão me conforta e me faz seguir. Nada nem ninguém me dá esta paz. Nada nem ninguém me consola. Nada nem ninguém me levam a querer ser outro alguém que não o que sou. Só o teu amor convence, só o teu amor redime, só por ti, fico em silêncio e me falo como sou, porque só tu tens compaixão pelo que sou e só tu me aceitas como sou porque sabes que só em ti encontramos força para mudar.
Poesia que quero ser
Poesia que quero ser
Há momentos, ao longo dos dias, tão longos, em que é preciso deitar a mão a um livro de poesia, voltar a entrar naquele verso, deixar-se deslizar pela encosta daquela rima, inspirar toda a sensibilidade e beleza espalhadas com perfume de rosas por aquele soneto fora, até ao fundo dos pulmões e deixar que invada a alma, com a força de uma rebentação furiosa galgando barreiras, ...inundando obstáculos, meus e dos outros, sem dó nem piedade, como quem abre uma janela e deixa entrar a ventania...e depois, depois, o tempo pára em bicas dos pés, para não ofender o silêncio e oiço de novo o badalar baixinho das minhas coordenadas, estou aqui, aqui, estou sempre aqui, ainda aqui, embora o dia longo, tão longo, tivesse ido apinhando à minha volta e em cima de mim uma imensidão de palavras, gestos e compassos vazios, de esperas e cansaços inúteis e alheios, ía assim o dia mais longo do dia-a dia até esses versos de de amor e fantasia terem vindo interromper o ritmo da monotonia e me terem devolvido o sentido ao dia, a poesia que sou e quero ser.
Há momentos, ao longo dos dias, tão longos, em que é preciso deitar a mão a um livro de poesia, voltar a entrar naquele verso, deixar-se deslizar pela encosta daquela rima, inspirar toda a sensibilidade e beleza espalhadas com perfume de rosas por aquele soneto fora, até ao fundo dos pulmões e deixar que invada a alma, com a força de uma rebentação furiosa galgando barreiras, ...inundando obstáculos, meus e dos outros, sem dó nem piedade, como quem abre uma janela e deixa entrar a ventania...e depois, depois, o tempo pára em bicas dos pés, para não ofender o silêncio e oiço de novo o badalar baixinho das minhas coordenadas, estou aqui, aqui, estou sempre aqui, ainda aqui, embora o dia longo, tão longo, tivesse ido apinhando à minha volta e em cima de mim uma imensidão de palavras, gestos e compassos vazios, de esperas e cansaços inúteis e alheios, ía assim o dia mais longo do dia-a dia até esses versos de de amor e fantasia terem vindo interromper o ritmo da monotonia e me terem devolvido o sentido ao dia, a poesia que sou e quero ser.
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